Xiaomi 10 anos: a chinesa que ameaça Apple e Samsung cresceu

Redação Por: Redação

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Publicado em 12/08/2020 15:06h

Xiaomi 10 anos: a chinesa que ameaça Apple e Samsung cresceu

Nesta terça-feira (11), a Xiaomi comemorou seus dez anos de estrada em um evento especial com lançamentos de novos produtos. Fundada em abril de 2010 por Lei Jun, atual CEO e mais sete sócios, a empresa é hoje uma das principais referências do mercado.

O primeiro smartphone da Xiaomi, o Mi1, foi lançado em agosto de 2011, mas hoje a empresa já é a quarta maior fabricante do mundo. Segundo dados da Counterpoint Research, a empresa está atrás somente de Huawei (1º), Samsung (2º) e Apple (3º).

Desde o Mi1, a Xiaomi já vinha crescendo sua base de usuários, ou 'Mi Fãs'. Na época, o dispositivo chegou a atingir 300 mil pedidos em dois dias de pré-venda. Desde então, a empresa prometia dispositivos com boa qualidade e preços mais justos. No último trimestre, a Xiaomi enviou 26.5 milhões unidades de smartphones ao redor do mundo.

Apesar disso, a interface 'MIUI' foi o primeiro produto da marca a ser lançado. Ela chegou em 16 de agosto de 2010, durante a distribuição do Android 2.2 Froyo. Quatro anos depois, a empresa começava a lançar seus smartphones em países como Singapura e Índia.

Hoje

Hoje a Xiaomi anunciou o Mi 10 Ultra, um novo smartphone premium com características fortes. Ele vem para brigar com celulares da atual geração, como a linha Galaxy S20 e Note20 Ultra. A câmera é um dos grandes destaques do dispositivo, contando com uma lente periscópica com zoom de até 120x.

Atualmente, a empresa é listada no 422º lugar na 'Global 500' da revista Fortune. Na categoria 'Serviços de internet e varejo', a companhia é listada em 7º lugar.

"Nosso 10º aniversário marca um novo começo, a renovação da nossa vontade de levar nossos sonhos ao infinito".

Disponível em 50 mercados, os dispositivos da Xiaomi também fazem muito sucesso no Brasil. Ela, que já foi acusada no passado de copiar a Apple nos produtos e no software, se concentra no desenvolvimento de novas tecnologias e na expansão global.

No Brasil, a Xiaomi chegou em maio de 2015 e era comandada pelo brasileiro Hugo Barra. Era lançado, por aqui, o celular básico Redmi 2 por R$ 499 reais. Nesse momento, a marca não se popularizou no nosso mercado e deixou o país em maio do ano seguinte.

A próxima década

Se o estigma de que dispositivos de empresas chinesas geravam desconfiança está morto, grande parte disso deve-se à Xiaomi. A companhia conseguiu encostar em grandes nomes do mercado em pouco tempo e avança em desenvolvimento de tecnologias de consumo.

Apesar de ainda não ter lançado um smartphone com tela dobrável, a marca chegou a demonstrar o interessante conceito do Mi Mix Alpha. Trata-se de um celular com tela que envolve 180% do corpo do aparelho, causando reações de medo (por fragilidade) e entusiasmo (pela inovação) no público. Ele não chegou a ser comercializado e seu desenvolvimento custou cerca de US$ 70 milhões. 

Fazendo uma retrospectiva, a Xiaomi começou a divulgar o slogan "From 10 to Infinity", ou "Do 10 Para o Infinito", e um manifesto com os guias: "tecnologia é a nossa fundação", "preços honestos são nossa missão" e "produtos são nossa paixão".

"A Xiaomi vai continuar criando produtos incríveis, inovadores e com preços honestos para todos ao redor do mundo."

Para a próxima década, a Xiaomi prevê que "incríveis ideias serão atualizadas" e que a empresa continuará impulsionando a tecnologia. Também, que a "vida inteligente" terá maior impacto no mundo ao lado de uma manufatura inteligente.

Por: Welligton Arruda - Tec Mundo

Foto: Reprodução

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