MPF pede ordem judicial para reativação de guaritas de segurança no PDS Esperança em Anapu (PA)

Redação Por: Redação

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Publicado em 23/09/2019 18:18h

MPF pede ordem judicial para reativação de guaritas de segurança no PDS Esperança em Anapu (PA)

 

O assentamento onde foi assassinada Dorothy Stang sofre pressão de invasores e intenso desmatamento ilegal e mesmo assim o governo desativou os postos de vigilância.

Cerca de 40 homens, muitos armados, invadiram em 2018 uma parte do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, em Anapu, no Pará. A quadrilha ameaça os assentados e rouba madeira ilegal do assentamento nos lotes 22, 55 e 57 da gleba Bacajá, porção de terra que ficou mundialmente famosa em 2005 com o assassinato da missionária da Comissão Pastoral da Terra Dorothy Stang. Mesmo com toda a tensão causada pelos invasores, no final de agosto o governo federal desativou guaritas de vigilância que haviam sido colocadas no local para controlar o trânsito de pessoas.

Em caráter de urgência, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou um pedido à Justiça em Altamira para que o governo federal, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), seja obrigado a retomar o funcionamento das guaritas de vigilância que, por sua posição estratégica, dificultam a retirada de madeira e gado ilegal, bem como impedem a passagem de invasores. Em reunião com o Incra no início de setembro, o órgão confirmou que as guaritas foram desativadas com a extinção do contrato de prestação de serviços da empresa Polo Segurança Especializada Eirelli.

Na reunião, o MPF recebeu a informação de que o Incra reduziu o quantitativo de seguranças contratados para toda a região de Santarém, Altamira e Anapu. A investigação do MPF também apontou para a abertura de uma nova estrada de madeireiros, chamada vicinal Água Preta, que vem favorecendo a atividade de ladrões de terras públicas e madeira. Por esse motivo, além da reativação das guaritas de segurança, é preciso efetivar a retirada dos invasores, fazendo cumprir uma liminar que a Justiça Federal já concedeu em processo de reintegração de posse iniciado pelo próprio Incra.

 

Fonte: A Voz do Xingu

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