Moradora de Marapanim denuncia acúmulo de lixo hospitalar atrás da UBS do município

Redação Por: Redação

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Publicado em 18/12/2018 17:59h

Moradora de Marapanim denuncia acúmulo de lixo hospitalar atrás da UBS do município

Foto: via Whatsapp

Sem saber mais o que fazer, uma moradora procurou o DOL para denunciar o acúmulo de lixo hospitalar que põe em risco a vida dela e de todos os moradores do bairro da Barraca, município de Marapanim, nordeste paraense.

Por telefone, a moradora - que preferimos não divulgar o nome - afirma que o lixo fica acumulado atrás da Unidade Básica de Saúde (UBS), localizada na rua Magalhães Barata, sendo separado apenas pelo muro da unidade. "Por causa da chuva, o muro cedeu e nós vimos como está a situação: lixos hospitalares de todos os tipos acumulados lá atrás. Foi só assim que conseguimos entrar para fazer as fotos, mas assim que eles viram a gente entrando, correram pra tampar o local", diz.

Por duas vezes o Fórum de Justiça de Marapanim foi procurado para acolher as denúncias. Ela afirma que, na primeira vez, foi dito que a Prefeitura seria intimada e que um promotor ficaria a cargo de fazer uma vistoria, mas ressalta que nada foi feito até o momento.


Lixo hospitalar jogado atrás da UBS de Marapanim. Foto: via Whatsapp

109,512 mil reais jogados fora

Um documento recebido pelo DOL mostra em detalhes que a Prefeitura de Marapanim, através do Fundo Municipal de Saúde, contratou a empresa "J&J Ambiental Comércio e Serviços LTDA-EPP" para fazer o serviço de "coleta, tratamento, transporte e destinação final de resíduos hospitalares produzidos pela Unidade Básica de Saúde e Postos de Saúde da Família do Município de Marapanim".


Unidade Básica de Saúde de Marapanim (à esq.) e depósito onde o lixo acumulado estaria (à dir.). Foto: via Whatsapp

A empresa foi contratada pelo valor de R$109.512 reais e iniciou os serviços no dia 3 de julho de 2018 com término previsto para o dia 3 de julho de 2019, exatamente doze meses. Mas, de acordo com a denúncia, ninguém nunca fez a coleta e isso ficou apenas no papel.

"Isso aí é só na teoria. Ninguém nunca viu a coleta ser realizada e o lixo continua acumulado. Nós queremos justiça! Essa situação é um risco para todos nós. Outra coisa, a população quer tocar fogo nesse lixo hospitalar, mas eles foram impedidos na primeira vez. A gente não garante nada que sejam impedidos numa próxima", desabafa.

Fonte: DOL 

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